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6 - Referências Bibliográficas

6.1 DEFINIÇÃO: conjunto de indicações precisas e minuciosas, retiradas do próprio documento, permitindo sua identificação no todo ou em parte. Os elementos de referência bibliográfica de documentos (livros, textos, periódicos, anais de congressos, folhetos etc.) considerados no todo ou em parte devem ser retirados sempre que for possível da folha de rosto da obra consultada. Dividem-se em essenciais e complementares.

6.2 ELEMENTOS

6.2.1 ESSENCIAIS: são informações indispensáveis à identificação do documento. Estão estritamente ligados ao suporte documental e variam, portanto, conforme o tipo de documento. Ex.: autor, título, local, editora, data de publicação, página inicial e final (quando se tratar de capítulos ou partes de um documento).

6.2.2 COMPLEMENTARES: são informações que, acrescentadas aos elementos essenciais, permitem melhor caracterizar o documento. Ex.: edição, editor, páginas, porte físico, ilustrações, dimensões, série. Todos estes elementos juntos permitem caracterizar, localizar e datar publicações referenciadas em bibliografias, resumos e/ou recensões

6.3 LOCALIZAÇÃO: a referência bibliográfica pode aparecer:

no fim de texto ou de capítulo.

6.4 ORGANIZAÇÃO: as referências bibliográficas são organizadas em ordem alfabética por sobrenomes de autores, títulos ou assuntos, sempre observando a entrada que foi dada no texto.

6.5 PONTUAÇÃO: deve ser uniforme para todas as referências.

a) Os vários elementos da referência bibliográfica (nome do autor, título da obra, edição, notas tipográficas - imprensa - , notas bibliográficas e notas especiais) devem ser separados, entre si, por ponto seguido de dois espaços.

Ex.: SILVA, João da. A história da moeda. 3. ed.

b) Os elementos das notas tipográficas (local, editor, data) e bibliográficas devem ser separadas, entre si, por dois pontos. Datas são separadas por vírgula.

Ex.: São Paulo, Atlas, 1986

c) A nota de série e/ou coleção é, por tradição, apresentada entre parênteses, indicando-se os títulos e sua numeração.

Ex.: (Série os historiadores)

(Os economistas)

(Texto para discussão, 31)

d) Ligam-se por hífen as páginas inicial e final das partes referenciadas, bem como as datas-limites de determinado período da publicação.

Ex.: p. 55-68

e) Ligam-se por barra transversal as datas-limite do período a que se refere a publicação referenciada.

Ex.: 1976/1989

6.6 TIPOS OU FONTE (ESTILO DE LETRA): empregam-se maiúsculas (tipo caixa alta) nos sobrenomes dos autores individuais, nos nomes de entidades coletivas, nos títulos de periódicos e na primeira palavra do título quando constituírem a entrada da referência.

6.7 ELEMENTOS DE REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

6.7.1 AUTORIAS:

a) Autor pessoal: responsável pela criação, conteúdo intelectual ou artístico de um documento. Inicia-se a entrada pelo último sobrenome do autor, em letra maiúsculas, seguido pelo(s) nome(s). Emprega-se vírgula entre o sobrenome e o(s) nome(s). Os nomes são transcritos como aparecem nos documentos.

Ex.: SILVA, L

TEIXEIRA, J. S.

b) Sobrenomes ligados por hífen: DUQUE-ESTRADA, O.

c) Sobrenomes que indicam parentesco: ARARIPE JÚNIOR, I. A.

FERRARI FILHO, H.

d) Sobrenomes compostos de um adjetivo mais um substantivo.

Ex.: CASTELO BRANCO, C.

ESPÍRITO SANTO, H.

SANTA CRUZ, A.

e) Sobrenomes cuja forma composta é a mais conhecida:

EÇA DE QUEIROZ, J. M.

MACHADO DE ASSIS, A. M.

f) Sobrenomes espanhóis:

GARCÍA MÁRQUEZ, G.

RODRIGUEZ LARA, J.

g) Documentos elaborados por um autor, dois autores, três autores, mais de três autores:

HUNT, L.

HUNT, L. ; HUBBERMAN, J.

HUNT, L. ; HUBBERMAN, J. ; SILVA, M.

6.7.2 ENTRADA COLETIVA

Autor, entidade, instituição(ões), organização(ões), empresa(s), comitê(s), entre outros, responsável(eis) por publicação em que não se distingue autoria pessoal. Trabalhos de cunho administrativo ou legal. Ex.:

No texto:

(FUNDAÇÃO, 1982, p.57)

Na bibliografia:

FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA. Agricultura no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: 1982 (25 Anos da Economia Gaúcha, v. 3)

6.7.3 Quando a entidade coletiva é hierarquicamente vinculada aos governos federal (Ministério), estadual e municipal (Secretarias), conselhos e universidades:

No texto:

BRASIL (1995, p.125)

RIO GRANDE DO SUL (1996, p.101)

PORTO ALEGRE (1997, p.27)

CONSELHO (1987, p.5)

UNIVERSIDADE (1985, p.30)

Na bibliografia:

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. A educação no Brasil ano 2000. Brasília: 1995. 223 p.

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Agricultura. Agricultura em números. Porto Alegre: 1995. 193 p.

PORTO ALEGRE. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Departamento Municipal de Águas e Esgotos. Relatório anual. Poro Alegre: 1997. 190 p.

CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Currículos mínimos de cursos de graduação. 8 ed. rev. atual. Brasília: 1987. 498 p.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Estatuto, regimento geral. Porto Alegre: 1985. 74 p.

6.7.4 Trabalho apresentado em eventos (congressos, encontros, simpósios etc.):

MALDONADO FILHO, E. A transformação de valores em preço de produção e o fenômeno da absorção e liberação de capital produtivo. In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA, 15. Salvador: ANPEC, 1-4, dez. 1975. Anais... p. 157-75.

6.7.5 Evento no todo:

SIMPÓSIO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES, 13. 1995. Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG, 1995. 655 p.

6.7.6 Eventos em meio eletrônico, no todo ou em parte:

CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPel, 4. 1995. Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPel, 1996. Disponível em http://www.propesq.ufpel.br/anais/anais.htm. Acesso em 21/jan/97.

GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10. 1998. Fortaleza. Anais...Tec Tralha, 1999. 1 CD.

6.7.7 Publicações anônimas ou não assinadas: entrar diretamente pelo título, sendo a primeira palavra em maiúscula.

ANTOLOGIA Latina. 6 ed. Madrid: Credos, 1968. 291 p.

6.7.8 Coletânea de textos:

Autor, coordenador, editor diferentes da parte referenciada:

BACHA, L. Hierarquia e remuneração gerencial. In: TOLIPAN, R. ; TINELLI, A. C. A Controvérsia sobre Distribuição de Renda e Desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar: 1975. p. 124-55 (Biblioteca de Ciências Sociais)

BERTOLA, G. ; CAVALLERO, R. Sustainable intervention polices and exchange rate dinamics. In: KRUGMAN, P. e MILLER, M. (eds) Exchange Rate Target and Currency Banks. Cambridge: University Cambridge, 1992.

Autor, coordenador, editor igual ao autor da parte referenciada.

GAROFALO, L. ; CARVALHO, C. Teoria Microeconômica. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1986. Cap. 4 Os modelos de formação de preços. p.338-59.

 


 

 

 


 

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